Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Espelhos

foto retirada da net




Lembro-me de deixar passar o tempo
De ouvir o sussurro do silêncio
Brando e cálido
Reflexões intempestivas
Passagens?
Piruetas da vida,
Trajectos não delineados
Tentações?
Lembro-me de observar o ciclo da vida
De ver a sombra da incerteza
Tons pastel, doce opala
Expectativas?
O murmúrio da natureza
O lamentar da certeza
O criar em telas de arte
Transparência?
Recordo com veemência
Os sonhos de outra vida
De outras passagens
Triste ausência…
Espelhos.


Helena Isabel

Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Só assim sei que és…

(foto retirada da net)



No silêncio da noite
Espreito-te
Momento incandescente.
És a força do meu respirar
A doçura do meu olhar.
É por ti…
É por ti que escrevo
Que luto
É por ti que renasço, dia após dia.
Abraço-te a infância
Como se fosse minha.
Alimento-me do teu sorriso
Bebo da tua juventude
Alvorada da vida.
Amor incondicional
No meu coração
Luz de aurora boreal
Meu alento
Só assim sei que és
Vento do destino
Tesouro do meu ventre.


Helena Isabel

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

Quando o sol brilhava

cara.jpg



E quando apetece chorar?
E quando do coração saem lágrimas?
Chegam aos olhos, áridas.
Chegam e não saem
Estagnam involuntariamente
Teimam em arder
Teimam em doer
Corroem durante o trajeto
Coração/olhos
E nesse momento…
Num rasgo de consciência
Sentimos que a vida rema contra nós.
A tristeza, nesse compasso de espera,
Apodera-se…
De um corpo… de um pensamento
Focaliza-se na imagem
De quando o sol brilhava!






Helena Isabel

Domingo, 25 de Março de 2012

Existe uma caneta



Existe uma caneta que escreve
As saudades que sinto
É a caneta com que redijo
Quando o sol me falta
Nela, revejo o brilho do olhar
O odor do mar
Sinto o doce do toque,
 A cada palavra escrita
Sua tinta,
 Emoção diluída
Traduz sonetos de sentimentos
Ao recordar.


Helena Isabel
março 2012

Terça-feira, 20 de Março de 2012

A esperança é vida… a vida existe!


Lembro-me de contemplar o sol
De nele raiarem bonitos tons quentes.
Frescos e resplandecentes,
Iguais aos do estio quando se insinua à primavera.
Um olhar ternurento, profundo
Talvez quisesse mergulhar nas ondas do mar…
Um leito suave e calmo,
Um regaço ansioso por regozijar.
Olhares e abraços que só o sol e as ondas trocam,
Que só o sol e as ondas sabem conceber.
O mar plácido observa-o,
Alimenta-se da candura das emoções
De sentir o sol afagar as suas ondulações
Vive de esperança…
A esperança é vida… a vida existe!


Helena Isabel

março de 2012

Sábado, 17 de Março de 2012

Preciso do mar como do ar para respirar...

Fevereiro 2012 - Pedrogão





Fevereiro 2012 - Pedrogão