segunda-feira, 21 de março de 2011

Nascimento


Há sentimentos cujas palavras não descrevem

Não sei como surgem,

São acasalados pelas emoções!

Como as ondas que beijam a areia.

Como a noite que beija o dia.

Sentimentos de rosto perdido,

Lágrimas são espelhos de alma

De solidão acompanhada.

Necessito do teu azul, da tua água

Da tua calma.

Em troca, dou-te a minha fonte,

De águas cristalinas, a minha nascente.

Murmúrio da minha corrente,

Sou caudal percorrendo em direcção à tua foz.

Sou leito… sou parte das tuas águas, sou afluente!

Sou sentimento que não sei descrever

Sou ser em nascimento permanente!



                                                                                                          Helena Isabel

quinta-feira, 17 de março de 2011

Somos






Pétala da mesma flor,

do mesmo ramo

com o mesmo odor!

Somos filhos da mesma dimensão

da mesma dor.

Somos o espaço sem tempo

O tempo sem cabimento

Somos luz no firmamento!

Somos pó da mesma memória

somos gentes da mesma história

contada outrora!

Somos hábitos e costumes

Tradições ancestrais

Filamentos, esquecimento

Da memória dos demais!


                                                    Helena Isabel

quinta-feira, 10 de março de 2011

La voix



 
Oui, c'est comme la mer…

Oiço o marulhar das vozes

Cantantes de outrora,

Ténues brisas impressas na memória.

Ce sont des balades que je me souviens

Très bien …

Melodias frescas de época soltavam-se

De ta voix...

Si fort, si plaisante

Câlinée et puissante!

Novelos de nuvens esvoaçantes,

Espelhos tristes cortantes

De olhos esfumaçantes.

Ce sont les rêves

Les bons vivants, des merveilles,

les jours, les chansons.

Le désir pour te tenir

pour t'écouter, pour t’entendre

en brèves moments…

pour te comprendre.

Como um sonho de luar

Tinhas na voz

Uma brisa profunda, um marulhar do mar

Ao cantar!



                              Helena Isabel


terça-feira, 8 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011