Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Doente

(Foto minha)


Sinto-me doente

Estou mal, fraca

Estou… morrente!

Com esta educação decadente

Reuniões, reuniões

Projectos, projectos

Afinal, os alunos

Não deveriam ser o principal?

E tempo? Tempo para eles?

Na sala de aula, em que contexto leccionamos?

Quando temos tanto… que fazer!

Actas, matrizes

Os meninos, a alegria… de ter um dia

Sem projectos, papéis

Que ficam guardados na gaveta

E a inspecção é que inventa!

Tempo para corrigir?!

Família… segundo ou terceiro plano

Mas isso… ninguém se lembra!

Como estou doente… morrente

Da profissão que mais amo.


       Helena Isabel

6 comentários:

  1. Minha querida

    Um poema lindo...um grito de revolta, para o que está mal e tanta coisa está.
    Tem selinho no meu blogue.

    deixo o meu carinho de sempre e um beijinho
    Sonhadora

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  2. Olá Helena,
    Dura realidade!

    As melhoras...

    Bjs dos Alpes

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  3. Poema da vida de cada dia em que os sonhos embatem como ondas desmoralizadas contra os rochedos do real: cheio de desilusões, de inversão de valores e de prioridades...Poema de crítica social. Espelho de uma realidade. Poema feito de amor por uma profissão escolhida. Retrato de espírito de responsabilidade, de dedicação. A poesia também serve para isso. Tudo é poesia. Da vida. Que não é fácil. Mas há aqui o amor pelos mais jovens. Pelo futuro. Gostei do poema. Que interpreta muitos sentimentos. Muitas situações. Em muitas profissões. Um abraço.

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  4. Lindo poema, mas muito triste!
    Se é assim, luta pela profissão, e faz a diferença... pode parecer pouco, mas será muito mais que pensas.

    Beijos!

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  5. Passei por aqui só para te desejar um Natal feliz. E um ano Novo, com tudo o que desejas.

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  6. Passou por aqui um passarinho e ficou a voar e a desejar cantando canção linda um ano bom com saúde e vigor e amor: tava dormindo: não ouviu?

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