Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Presente que ao futuro pertence


Tatuei no meu coração, o sofrimento
Pelo qual estás a passar, neste momento.
Dizes para agradar que está tudo bem
Que para a frente é o caminho.
Mas mentes… oh como mentes!
E pensas que eu não vejo, que não noto.
Diz-me agora! Não negues…
Como estás?
Como te sentes?
Apeteceu-te desistir muitas vezes, eu sei.
Essa parede, quantos murros levou?
Perdeste a conta, eu noto as marcas.
“Não mereço”, quantas vezes disseste?
Mas… amiga, ninguém o merece.
Oiço o gritar do teu coração
Sufocado, colocado num escafandro
Ansioso por libertar todo veneno da raiva,
Todo o ácido da revolta…
Mas tu?
Continuas a sorrir e para não preocupar
Dizes: “ Está tudo bem.”
Grita, chora, levita o coração,
A tua essência, não a tornes em erosão.
E quando menos se esperar…
Estaremos a sentadas à beira mar
A rir e a lacrimejar deste presente
Que ao futuro pertence.


HelenaIsabel

janeiro 2012

4 comentários:

  1. excelente o seu blog !
    maravilhosa a poesia !
    felicidades para o futuro !

    António Garrochinho

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  2. E assim as letras e as sílabas e os sons e os tons todos saídos do coração vão ao encontro e levam muito amor a outro coração irmão.

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    1. Eduardo,
      Sim... é um poema recheado de amor que tenta erguer o outro coração irmão...
      obrigada pela visita...

      bjo

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