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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Não, agora que…

Não, agora que…
Não, agora que encontrei
A metáfora da felicidade
O significado do mar, a saborear a areia.
Não, não desisto de chegar ao céu
De lá, observar o sol,
De no horizonte o ver brilhar.
Agora que sei, o quão precioso
É um riacho no bosque.
Uma vaga no oceano.
O quão importante é um barco à pesca.
Um sonho à deriva.
Não, não agora que patenteei
Que ser cientista
É amar sem quantidade
É gostar sem qualificar
Não, agora que compreendi
Que o mundo está no nosso olhar.


Helena Isabel

terça-feira, 18 de junho de 2013

Não, agora que...

( foto retirada da net)
 
 

Não, agora que encontrei
A metáfora da felicidade
O significado do mar, a saborear a areia.
Não, não desisto de chegar ao céu
De lá, observar o sol,
De no horizonte o ver brilhar.
Agora que sei, o quão precioso
É um riacho no bosque.

 Uma vaga no oceano.
O quão importante é um barco à pesca.
Um sonho à deriva.
Não, não agora que patenteei
Que ser cientista
É amar sem quantidade
É gostar sem qualificar
Não, agora que compreendi
Que o mundo está no nosso olhar.
 
 
Helena Isabel
 
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Gosto de ti



 
Cada dia que passa …
Mais difícil é, suportar toda esta distância
Querer-te…saber que me queres e ouvir silêncio
Aperto no coração, lágrimas que saem de emoção.
Tanto que te dou…mesmo sem saberes
São sentimentos que brotam aos cachos
Dentro de mim sou jardim botânico
Por fora…sou aquilo que vês.
Respiro o teu odor…fragrância da minha memória.
Palavras que salivam para te dizer
Aperto os lábios e não as deixo sair.
Mas longe dos teus olhos escrevo: Gosto de ti
Preenches as noites em que não durmo.
Adoças a rotina dos dias.
Melodia doce, recheada de carinhos
Vontades plenas de traçarmos um caminho
Sentimento especial…
Definir? Não sei
Quantificá-lo? Talvez
Transborda pelo coração…por vezes foge pelos olhos.
Ganha força de campeão… por vezes perde a razão.
É assim que eu vejo o dono do meu coração.
Não há máscara da idade que me atormente
O que faz de mim demente…é estar longe
Ter que beber em fonte de água morrente
 
 
 
In: " Ler-te" de Helena Isabel


domingo, 9 de dezembro de 2012

Mar em que escrevo


 
Gosto de ti
Não por seres belo
Mas porque me acalmas,
Porque sou constituída da tua matéria
Porque somos inseparáveis, filhos da mesma essência,
Devolves-me a energia gasta ao longo do dia.
Fruto da preocupação, do desempenho diário,
Fruto da tentativa vã de alegrar-me.
Gosto de ti
Não por seres azul, minha cor preferida.
Mas porque me libertas,
Porque me dás coragem.
Porque me deixas viajar quando estou à tua beira,
Quando estou sentada na tua areia.
Gosto de ti
Porque és o mar em que escrevo.
 
Helena Isabel