segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Setúbal


( foto minha) 

Às vezes sinto…

 Tantas saudades da minha Terra

Que me chegam as lágrimas

E eu, com vergonha recolho-as.

Não deixo que se notem,

Não deixo que escrevam no olhar

Saudades

Nem que me pincelem de olheiras

A vontade que tenho em chorar.

O grito que teimo em abafar

Setúbal, minha cidade à beira mar.
 
 
Helena Isabel

domingo, 29 de setembro de 2013

Tempo


 

Tento esquecer-me

De que o tempo passa docemente

Fecho os olhos e deixo o meu tempo vaguear

Entre a candura da idade,

Não apaga a meninice.

 Um tempo crente de que o tempo chegará.

O meu tempo, diferente de outros tempos,

Quão ternurento se apresenta pela manhã do presente

Tão paciente chegou pelo entardecer do passado.

E ao anoitecer, o meu tempo sonha

Sonha pelo doce momento

 Em que ao adormecer entrarei num outro tempo.
 
 
Helena Isabel

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Significado do mar

 
 
 
 
Conheço o significado do mar
O que ele pinta e desenha
Pinta o amor
Desenha o sabor do sonho.
Nas suas vagas, deixa o odor salgado
O êxtase de chegar à areia e beijá-la.
A sugestão de um futuro adiado
De um passado alterado.
Significa um presente a sonhos pincelado.
 
Helena Isabel

terça-feira, 18 de junho de 2013

Não, agora que...

( foto retirada da net)
 
 

Não, agora que encontrei
A metáfora da felicidade
O significado do mar, a saborear a areia.
Não, não desisto de chegar ao céu
De lá, observar o sol,
De no horizonte o ver brilhar.
Agora que sei, o quão precioso
É um riacho no bosque.

 Uma vaga no oceano.
O quão importante é um barco à pesca.
Um sonho à deriva.
Não, não agora que patenteei
Que ser cientista
É amar sem quantidade
É gostar sem qualificar
Não, agora que compreendi
Que o mundo está no nosso olhar.
 
 
Helena Isabel
 
 

sábado, 8 de junho de 2013

Marionetas



( foto retirada da net)
 
 
 
 

Marionetas de um mundo real

Paisagens conhecidas, nunca pisadas.

Vidas vividas que não se escolhe.

Caminhos e intenções, traços de sonhos!

Destinos cruzados?

Reencontros empacotados,

Papel de embrulho secular.

Respostas às perguntas sem vida.

Caminhantes de via láctea

Dimensões viajadas

Marionetas de vontade própria.
 
 
Helena Isabel

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Preces

( Foto retirada da net)
 
 
Olhar de sossego…
Conta-me histórias,
Enriquece-me de sabedoria.
Comunico e murmuro preces,
Só eu e o meu silêncio.
A minha sombra,
Retrato do meu caracter.
Insanidade de querer a paz,
Fruto da minha solidão.
Silêncio? Sinónimo de pão,
Alimenta o meu coração.
São preces, amor!
São preces de destinos mal traçados.
São preces mal ouvidas, mal proferidas.
Quero permanecer na minha concha,
Esquecer que tudo existe.
Viver no meu mundo de ilusão
Esticar a mão ao espelho
Que me conduz neste tempo, em vão!
 
Helena Isabel