Terça-feira, 10 de Maio de 2011

E nasce um poema…



E o poema nasce no meio do silêncio
Escreve-se sozinho enquanto te evades.
Almejas o corpo à pureza das palavras,
Dás motes aos devaneios
Escrevem-se sozinhos.
Entrelaçados sob os seus meios
Ganham alma e esplendor.
Sonhas realidades sentado no verde da natureza,
Soam as palavras no mutismo do prado.
Escreves sobre papel,
Transformação da natureza!
Escreves azul... sonhas
Poesias e prosas,
Narrativas e diálogos…
Em paz descansas.
No sossego das palavras,
Dás largas à seiva do sonho.
Deixas fluir o que de essência há em ti!
E assim nasce um poema,
Um sonho sobre o azul do mar,
Sobre as águas do rio.
São quimeras navegadas
No dia em que o céu te sorriu.



Helena Isabel

2 comentários:

  1. Gosto da maneira como nasce o poema!

    Bjs dos Alpes

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  2. Os ingredientes da cozedura do poema no forno do sonho de o conceber: o sonho do poema, o silêmcio, o travessseiro amigo da Natureza e o azul esverdeado dos prados, do mar e dos rios. Alquimia complexa, que apela à simplicidade e á pureza da alma. O resto é, como dizes, e bem, a junção do sonho do poema ao poema do sonho. É a magia. E quando resulta, o poema nasce. Completo. Como flor viçosa. No deserto.

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